|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. No total, a Portela conquistou 21 títulos do carnaval, sendo até hoje detentora do maior número de campeonatos. Apesar disso, há mais de três décadas, a Portela não vence o carnaval sozinha. Berço de grandes compositores do samba, como Monarco, Zé Keti, Casquinha, Manacéa, Candeia, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, João Nogueira, Noca da Portela, Colombo, Luiz Ayrão, Ary do Cavaco, Alcides Dias Lopes (carinhosamente conhecido como "Malandro Histórico"), Alvaiade, entre outros, e importantes instrumentistas como Jair do Cavaquinho, Jorge do Violão, além de ser uma das mais tradicionais escolas de samba do país, a Portela tem uma participação importante na vida cultural da cidade durante todo o ano, através das apresentações de sua Velha Guarda e de sua premiada bateria, entre outras coisas. Seu símbolo é uma águia que em todos os desfiles vem no abre alas da escola. Sua bateria - no passado chamada de A Tabajara do Samba - tem como característica principal o toque do Surdo de Terceira inventado por Sula na década de 40, e o toque das caixas com uma rufada peculiar. É uma das baterias mais pesadas do carnaval carioca e conta com um grande número de surdos de Primeira, Segunda e Terceira. Foram mestres da GRES Portela: Mestre Betinho da fundação à década de 60, Mestre Cinco na década de 70, Mestre Marçal na década de 80, Mestre Timbó na década de 90, dentre outros. A partir do ano de 2005 passou a ter em seu contingente a participação de uma ala com Portadores de Deficiências que no primeiro ano desfilou com 20 integrantes e em 2008 com 51 componentes. sendo chamada de Alá Nós Podemos.[2] O cantor porto-riquenho Ricky Martin desfilou como destaque no último carro da escola em 1997. A modelo inglesa Naomi Campbell, foi destaque no carro abre-alas no desfile de 2005. O produtor musical norte-americano Quincy Jones era um dos figurantes no último carro no desfile de 2006. Depois de Luiza Brunet, Adriane Galisteu, da ex-porta bandeira Dodô e da dançarina Adriana Bombom[3], esposa de Dudu Nobre, atualmente a rainha de bateria da escola e a ex modelo Luma de Oliveira[4].
editar HistóriaNo início do século XX, em Oswaldo Cruz, havia o bloco Quem Fala de Nós Come Mosca, de Dona Ester. Uma dissidência desse bloco deu origem em 1922 a outro bloco, o Baianinhas de Osvaldo Cruz. E por sua vez, uma dissidência do Baianinhas criou o Conjunto Carnavalesco Osvaldo Cruz em 11 de Abril de 1923. Apesar dos seus fundadores serem de Osvaldo Cruz, a escola foi fundada no número 412 da Estrada do Portela, no bairro de Madureira, no então Bar do Nozinho. Em 1929 acontece o primeiro concurso de sambas conhecido. Organizado pelo "pai-de-santo" Zé Espinguela, este concurso contou com a participação de sambistas do Estácio, da Mangueira e da Portela, e foi divulgado por Zé Espinguela na coluna que ele tinha no jornal Vanguarda.[5] Os sambistas da Portela foram os vencedores. Após esta vitória o bloco muda de nome para Quem nos Faz é o Capricho. Em 1931, quando as escolas de samba ainda estão sendo definidas, o grupo muda novamente de nome, desta vez para Vai como Pode (na verdade, "Vae Como Pode", na grafia da época), um nome sem dúvidas mais humilde em relação ao anterior. Esta denominação foi usada até 1935, quando, dois dias antes do desfile das escolas de samba[6], no dia 1 de março de 1935, por ocasião da renovação da licença da escola na polícia, o delegado Dulcídio Gonçalves recusa-se a renová-la com este nome, considerado por ele como chulo e indigno de uma escola de samba. O mesmo delegado sugere no lugar a denominação atual Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, em referência à rua de Madureira onde os sambistas se reuniam, bem como a um de seus componentes mais ilustres, Paulo da Portela. A mudança agradou bastane à comunidade, mesmo porque muitos já se referiam anteriormente ao grupo como "o pessoal da Portela". Em 1941, após um desentendimento com o mestre-sala Manuel Bambambã, Paulo da Portela não desfila. Paulo durante muito tempo brigou para que todos os componentes desfilassem devidamente fantasiados ou se não, vestidos com as cores da escola, porém no dia deste desfile ele voltava de uma apresentação em São Paulo, juntamente com Heitor dos Prazeres e Cartola, e estavam todos vestidos de preto e branco. Sem tempo de trocarem de roupa, combinaram assim de desfilar, os três, em cada uma de suas escolas de samba. Porém na vez de desfilarem pela Portela, Bambambã não permitiu que os outros dois, por não serem da escola e ainda não estarem devidamente vestidos, pudessem desfilar. Na verdade Bambambã já tinha desentendimentos anteriores com Heitor, que já havia sido da Portela, e a quem já havia esfaqueado. Porém, na época muitos portelenses ficaram a favor de Bambambã, pois julgaram falta de coerência por parte de Paulo da Portela, que tanto havia brigado pelo respeito as cores da escola no desfile, querer desfilar daquela maneira. Após isso, Paulo da Portela jamais desfilou novamente por sua escola do coração. A partir dos anos 80, a escola enfrentou muitos problemas internos, que se refletiram nos desfiles e em suas colocações. Culminando com a criação de uma dissidência, que originou a Tradição, desde então, a Portela nunca mais conseguiu sagrar-se campeã. Seu melhor momento foi em 1995 quando o enredo "Gosto que me enrosco" deu o vice-campeonato à escola. Em 2004 foi uma das quatro escolas que reeditou sambas antigos, por sugestão da Liesa, no caso, "Lendas e mistérios da Amazônia", samba-enredo que deu o tíulo de campeã à escola em 1970. No mesmo ano, foi homenageada pela própria Tradição, que colocou no abre-alas o nome Portela e reeditou o samba-enredo portelense "Contos de Areia". Em 2005, em seu pior momento, a escola ficou em 13º lugar. Devido a um atraso durante sua apresentação, seu presidente, Nilo Figueiredo, barrou a entrada da velha-guarda da escola nos momentos finais do desfile. Esse polêmica atitude do dirigente, que causou grandes constrangimentos no mundo do samba, foi tomada pois naquele ano a escola teve diversos problemas com alegorias, que fizeram com que seu desfile atrasasse. Caso a velha guarda entrasse no Sambódromo, na visão de seu presidente, a agremiação estouraria o tempo máximo de desfile e perderia pontos, podendo ser rebaixada. De fato, isto só não ocorreu pois naquele ano a Tradição, terminou em 14º lugar (último) e apenas uma escola seria rebaixada. Em 2006, a Portela se recuperou, ficando em 7º lugar, e em 2007, com um enredo falando sobre os Jogos Panamericanos de 2007 caiu um degrau, ficando em 8º lugar. Em 2008 a escola confima sua gradual recuperação, ficando em 4º lugar com um enredo exaltando a preservação da natureza, e voltando para os desfile das campeãs, fato que não ocorria desde 1998. Mesmo com a boa colocação, gerou muita revolta e sensação de injustiça o não campeonato no Carnaval 2008. A Portela foi considerada a campeã pelo público numa enquete realizada no site do jornal O Globo.[7] Para 2009 , a Águia de Madureira após seu retorno ao desfile das campeãs, em 2008, falará sobre o amor com o enredo E Por Falar em Amor... Onde Anda Você? de autoria dos carnavalescos Lane Santana e Jorge Caribé. editar Enredos
editar Portela no Sambódromo
editar Campeonatos e premiaçõesAlém de ter vencido o primeiro concurso de sambas conhecido, em 1929, a Portela é a escola de samba recordista de títulos do carnaval do Rio de Janeiro, sendo campeã por 21 vezes: 1935, 1939, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1951 (UGESB), 1953, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1964, 1966, 1970, 1980 e 1984. Foi vice-campeã nos seguintes anos: 1932, 1937, 1949, 1950, 1956, 1971, 1974, 1977, 1982, 1983 e 1995. A escola acumula um total de 45 troféus Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo Jornal O Globo:
editar Portelenses famosos
editar Torcidas Organizadaseditar Ligações externas
editar Bibliografia
Referências
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| All Right Reserved © 2007, Designed by Stylish Blog. |