GRES Portela.html

 
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Portela
Portela
Fundação 11 de Abril de 1923 (85 anos)
Escola-madrinha
Cores Azul e Branco
Símbolo Águia
Bairro Madureira
Presidente Nilo Figueiredo
Presidente de honra
Carnavalesco Lane Santana
Jorge Caribé
Comissão de carnaval
Intérprete oficial Gilsinho
Diretor de carnaval Comissão de Carnaval[1]
Diretor de harmonia Alex FAB
Marcelo Jacob
Diretor de bateria Nilo Sérgio
Rainha da bateria Luma de Oliveira
Madrinha da bateria
Mestre-sala e porta-bandeira Fabrício Pires
Danielle Nascimento
Coreógrafo Jorge Teixeira
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Enredo de 2009 E por falar em amor... Onde anda você?
Dia e hora do desfile (2009) 23 de fevereiro
entre 00h15 e 01h00

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro.

No total, a Portela conquistou 21 títulos do carnaval, sendo até hoje detentora do maior número de campeonatos. Apesar disso, há mais de três décadas, a Portela não vence o carnaval sozinha.

Berço de grandes compositores do samba, como Monarco, Zé Keti, Casquinha, Manacéa, Candeia, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, João Nogueira, Noca da Portela, Colombo, Luiz Ayrão, Ary do Cavaco, Alcides Dias Lopes (carinhosamente conhecido como "Malandro Histórico"), Alvaiade, entre outros, e importantes instrumentistas como Jair do Cavaquinho, Jorge do Violão, além de ser uma das mais tradicionais escolas de samba do país, a Portela tem uma participação importante na vida cultural da cidade durante todo o ano, através das apresentações de sua Velha Guarda e de sua premiada bateria, entre outras coisas. Seu símbolo é uma águia que em todos os desfiles vem no abre alas da escola.

Sua bateria - no passado chamada de A Tabajara do Samba - tem como característica principal o toque do Surdo de Terceira inventado por Sula na década de 40, e o toque das caixas com uma rufada peculiar. É uma das baterias mais pesadas do carnaval carioca e conta com um grande número de surdos de Primeira, Segunda e Terceira. Foram mestres da GRES Portela: Mestre Betinho da fundação à década de 60, Mestre Cinco na década de 70, Mestre Marçal na década de 80, Mestre Timbó na década de 90, dentre outros.

A partir do ano de 2005 passou a ter em seu contingente a participação de uma ala com Portadores de Deficiências que no primeiro ano desfilou com 20 integrantes e em 2008 com 51 componentes. sendo chamada de Alá Nós Podemos.[2]

O cantor porto-riquenho Ricky Martin desfilou como destaque no último carro da escola em 1997. A modelo inglesa Naomi Campbell, foi destaque no carro abre-alas no desfile de 2005. O produtor musical norte-americano Quincy Jones era um dos figurantes no último carro no desfile de 2006.

Depois de Luiza Brunet, Adriane Galisteu, da ex-porta bandeira Dodô e da dançarina Adriana Bombom[3], esposa de Dudu Nobre, atualmente a rainha de bateria da escola e a ex modelo Luma de Oliveira[4].

Índice

editar História

No início do século XX, em Oswaldo Cruz, havia o bloco Quem Fala de Nós Come Mosca, de Dona Ester. Uma dissidência desse bloco deu origem em 1922 a outro bloco, o Baianinhas de Osvaldo Cruz. E por sua vez, uma dissidência do Baianinhas criou o Conjunto Carnavalesco Osvaldo Cruz em 11 de Abril de 1923. Apesar dos seus fundadores serem de Osvaldo Cruz, a escola foi fundada no número 412 da Estrada do Portela, no bairro de Madureira, no então Bar do Nozinho.

Em 1929 acontece o primeiro concurso de sambas conhecido. Organizado pelo "pai-de-santo" Zé Espinguela, este concurso contou com a participação de sambistas do Estácio, da Mangueira e da Portela, e foi divulgado por Zé Espinguela na coluna que ele tinha no jornal Vanguarda.[5] Os sambistas da Portela foram os vencedores.

Após esta vitória o bloco muda de nome para Quem nos Faz é o Capricho. Em 1931, quando as escolas de samba ainda estão sendo definidas, o grupo muda novamente de nome, desta vez para Vai como Pode (na verdade, "Vae Como Pode", na grafia da época), um nome sem dúvidas mais humilde em relação ao anterior.

Esta denominação foi usada até 1935, quando, dois dias antes do desfile das escolas de samba[6], no dia 1 de março de 1935, por ocasião da renovação da licença da escola na polícia, o delegado Dulcídio Gonçalves recusa-se a renová-la com este nome, considerado por ele como chulo e indigno de uma escola de samba. O mesmo delegado sugere no lugar a denominação atual Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, em referência à rua de Madureira onde os sambistas se reuniam, bem como a um de seus componentes mais ilustres, Paulo da Portela. A mudança agradou bastane à comunidade, mesmo porque muitos já se referiam anteriormente ao grupo como "o pessoal da Portela".

Em 1941, após um desentendimento com o mestre-sala Manuel Bambambã, Paulo da Portela não desfila. Paulo durante muito tempo brigou para que todos os componentes desfilassem devidamente fantasiados ou se não, vestidos com as cores da escola, porém no dia deste desfile ele voltava de uma apresentação em São Paulo, juntamente com Heitor dos Prazeres e Cartola, e estavam todos vestidos de preto e branco. Sem tempo de trocarem de roupa, combinaram assim de desfilar, os três, em cada uma de suas escolas de samba. Porém na vez de desfilarem pela Portela, Bambambã não permitiu que os outros dois, por não serem da escola e ainda não estarem devidamente vestidos, pudessem desfilar. Na verdade Bambambã já tinha desentendimentos anteriores com Heitor, que já havia sido da Portela, e a quem já havia esfaqueado. Porém, na época muitos portelenses ficaram a favor de Bambambã, pois julgaram falta de coerência por parte de Paulo da Portela, que tanto havia brigado pelo respeito as cores da escola no desfile, querer desfilar daquela maneira. Após isso, Paulo da Portela jamais desfilou novamente por sua escola do coração.

A partir dos anos 80, a escola enfrentou muitos problemas internos, que se refletiram nos desfiles e em suas colocações. Culminando com a criação de uma dissidência, que originou a Tradição, desde então, a Portela nunca mais conseguiu sagrar-se campeã. Seu melhor momento foi em 1995 quando o enredo "Gosto que me enrosco" deu o vice-campeonato à escola.

Em 2004 foi uma das quatro escolas que reeditou sambas antigos, por sugestão da Liesa, no caso, "Lendas e mistérios da Amazônia", samba-enredo que deu o tíulo de campeã à escola em 1970. No mesmo ano, foi homenageada pela própria Tradição, que colocou no abre-alas o nome Portela e reeditou o samba-enredo portelense "Contos de Areia".

Em 2005, em seu pior momento, a escola ficou em 13º lugar. Devido a um atraso durante sua apresentação, seu presidente, Nilo Figueiredo, barrou a entrada da velha-guarda da escola nos momentos finais do desfile. Esse polêmica atitude do dirigente, que causou grandes constrangimentos no mundo do samba, foi tomada pois naquele ano a escola teve diversos problemas com alegorias, que fizeram com que seu desfile atrasasse. Caso a velha guarda entrasse no Sambódromo, na visão de seu presidente, a agremiação estouraria o tempo máximo de desfile e perderia pontos, podendo ser rebaixada. De fato, isto só não ocorreu pois naquele ano a Tradição, terminou em 14º lugar (último) e apenas uma escola seria rebaixada.

Em 2006, a Portela se recuperou, ficando em 7º lugar, e em 2007, com um enredo falando sobre os Jogos Panamericanos de 2007 caiu um degrau, ficando em 8º lugar. Em 2008 a escola confima sua gradual recuperação, ficando em 4º lugar com um enredo exaltando a preservação da natureza, e voltando para os desfile das campeãs, fato que não ocorria desde 1998. Mesmo com a boa colocação, gerou muita revolta e sensação de injustiça o não campeonato no Carnaval 2008. A Portela foi considerada a campeã pelo público numa enquete realizada no site do jornal O Globo.[7]

Para 2009 , a Águia de Madureira após seu retorno ao desfile das campeãs, em 2008, falará sobre o amor com o enredo E Por Falar em Amor... Onde Anda Você? de autoria dos carnavalescos Lane Santana e Jorge Caribé.

editar Enredos

Ano Colocação Grupo Enredo
1932 Vice-Campeã[8] Especial Carnaval Moderno
1933 Especial Voando Para a Glória
1934 Portela e Mangueira não desfilaram por discordarem do critério de julgamento Especial Acadêmia do Samba
1935 Campeã Especial O samba dominando o mundo
1936 Especial
1937 Vice-Campeã Especial O carnaval
1938 Julgamento anulado devido às chuvas Especial Democracia no samba
1939 Campeã Especial Teste ao samba
1940 Especial Homenagem à justiça
1941 Campeã Especial Dez anos de glória
1942 Campeã Especial A vida do samba
1943 Campeã Especial Brasil, Terra da Liberdade[9]
1944 Campeã Especial Motivos Patrióticos
1945 Campeã Especial Brasil Glorioso
1946 Campeã Especial Alvorada do Novo Mundo
1947 Campeã Especial Honra ao mérito
1948 Especial Princesa Isabel
1949 Vice-Campeã Especial O Despertar de um gigante
1950 Vice-Campeã Especial Riquezas do Brasil
1951 Campeã Especial A Volta do filho pródigo
1952 Julgamento anulado devido às chuvas Especial Brasil de ontem
1953 Campeã Especial Seis datas magnas
1954 Especial São Paulo quatrocentão
1955 Especial Festa junina em fevereiro
1956 Vice-Campeã Especial Riquezas do Brasil [10]
1957 Campeã Especial Legados de D. João VI
1958 Campeã Especial Vultos e efemérides do Brasil
1959 Campeã Especial Brasil, pantheon de glórias
1960 Campeã Especial Rio, a capital eterna [11]
1961 Especial Jóias das lendas brasileiras
1962 Campeã Especial Viagem pitoresca através do Brasil (Rugendas)
1963 Especial Barão de Mauá e suas realizações
1964 Campeã Especial O segundo casamento de D. Pedro I
1965 Especial Histórias e tradições do Rio quatrocentão, do morro Cara de Cão à Praça Onze
1966 Campeã Especial Memórias de um Sargento de Milícias
1967 Especial Tal dia é o batizado
1968 Especial O tronco de ipê
1969 Especial As treze naus
1970 Campeã Especial Lendas e mistérios da Amazônia
1971 Vice-Campeã Especial Lapa em três tempos
1972 Especial Ilu Ayê, terra da vida
1973 Especial Pasárgada, o amigo do rei
1974 Vice-Campeã Especial O mundo melhor de Pixinguinha
1975 Especial Macunaíma, herói de nossa gente
1976 Especial O homem do Pacoval
1977 Vice-campeã Especial Festa da aclamação
1978 Especial Mulher à brasileira
1979 Especial Incrível, fantástico, extraordinário
1980 Campeã [12] Especial Hoje tem marmelada
1981 Especial Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite
1982 Vice-Campeã Especial Meu Brasil brasileiro
1983 Vice-Campeã Especial A Ressureição das coroas - Reisado, Reino, Reinado

editar Portela no Sambódromo

Portela
Ano Colocação[13] Grupo[14] Enredo Carnavalesco
1984 Campeã e Vice-Campeã[15] Especial Contos de areia Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo
1985 4°lugar Especial Recordar é viver Alexandre Louzada
1986 4°lugar Especial Morfeu no carnaval, a utopia brasileira Alexandre Louzada
1987 3°lugar Especial Adelaide, a pomba da paz Geraldo Cavalcanti
1988 5ºlugar Especial Na lenda carioca, os sonhos do vice-rei Geraldo Cavalcanti
1989 6ºlugar Especial Achado não é roubado Sílvio Cunha
1990 10ºlugar Especial É de ouro e prata esse chão Sílvio Cunha
1991 6ºlugar Especial Tributo à vaidade Sílvio Cunha
1992 5ºlugar Especial Todo o azul que o azul tem Sílvio Cunha
1993 10°lugar Especial Cerimônia de casamento Mário Monteiro
1994 7ºlugar Especial Quando o samba era samba José Félix
1995 Vice-Campeã Especial Gosto que me enrosco José Félix
1996 8ºlugar Especial Essa gente bronzeada mostra seu valor José Félix
1997 8ºlugar Especial Linda, eternamente Olinda Ilvamar Magalhães
1998 4ºlugar Especial Os olhos da noite Ilvamar Magalhães
1999 8ºlugar Especial De volta aos caminhos de Minas Gerais José Félix
2000 10°lugar Especial Trabalhadores do Brasil, a época de Getúlio Vargas José Félix
2001 10°lugar Especial Querer é poder Alexandre Louzada
2002 8°lugar Especial Amazonas, esse desconhecido: delírios e verdade do eldorado verde Alexandre Louzada
2003 8°lugar Especial Ontem, hoje e sempre Cinelândia: o samba entre em cena na Broadway brasileira Alexandre Louzada
2004 7°lugar Especial Lendas e mistérios da Amazônia Jorge Freitas
2005 13°lugar Especial Nós podemos - oito idéias para mudar o mundo Amarildo de Mello e Nélson Ricardo
2006 7ºlugar Especial Brasil marca sua cara e mostra para o mundo Amarildo de Mello e Ilvamar Magalhães
2007 8ºlugar Especial Os deuses do Olimpo na terra do carnaval: uma festa dos esportes, da saúde e da beleza Amarildo de Mello e Cahê Rodrigues
2008 4ºlugar Especial Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O Sonho Vira Realidade Cahê Rodrigues
2009 Especial E por falar em amor... Onde anda você? Lane Santana e Jorge Caribé
2010 Especial Lane Santana e Jorge Caribé

editar Campeonatos e premiações

Além de ter vencido o primeiro concurso de sambas conhecido, em 1929, a Portela é a escola de samba recordista de títulos do carnaval do Rio de Janeiro, sendo campeã por 21 vezes: 1935, 1939, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1951 (UGESB), 1953, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1964, 1966, 1970, 1980 e 1984.

Foi vice-campeã nos seguintes anos: 1932, 1937, 1949, 1950, 1956, 1971, 1974, 1977, 1982, 1983 e 1995.

A escola acumula um total de 45 troféus Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo Jornal O Globo:

  • 1972: Bateria
  • 1973: Destaque feminino (Tia Vicentina)
  • 1974: Ala (das baianas) e mestre-sala (Bagdá)
  • 1975: Samba-enredo
  • 1976: Escola
  • 1977: Porta bandeira (Vilma Nascimento) e passista feminino (Nega Pelé)
  • 1978: Porta bandeira (Vilma Nascimento) e passista masculino (Jerônimo)
  • 1979: Escola, samba-enredo, ala (velha-guarda), porta-bandeira (Vilma Nascimento), passista masculino (Marcelo) e passista feminino (Denise)
  • 1980: Escola, comunicação com o público e passista feminino (Nívea)
  • 1981: Comissão de frente e samba-enredo
  • 1982: Comissão de frente
  • 1983: Puxador (Silvinho)
  • 1986: Bateria, destaque feminino (Dodô) e ala (Luxo do Lixo)
  • 1987: Samba-enredo
  • 1988: Passista masculino (Gilson)
  • 1990: Passista feminino (Solange Couto)
  • 1991: Samba-enredo, comissão de frente, revelação (Patrícia) e ala (das damas)
  • 1995: Escola, samba-enredo e puxador (Rixxa)
  • 1998: Samba-enredo e passista masculino (Cláudio Lima)
  • 2001: Comissão de frente
  • 2004: Personalidade (Dodô)
  • 2005: Revelação (Bruno Ribas)
  • 2006: Revelação (Nilo Sérgio)
  • 2007: Revelação (Alessandra Bessa) e passista masculino (Ruanderson)
  • 2008: Passista feminino (Ana Paula)

editar Portelenses famosos


editar Torcidas Organizadas

editar Ligações externas

editar Bibliografia

  • Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001. [2]


Referências

  1. Lane Santana, Jorge Caribé, Paulo Brasil, Amauri Oliveira, Alex FAB e Marcelo Jacob
  2. http://www.alanospodemos.com
  3. Adriana Bombom não é mais rainha da bateria da Portela
  4. Luma de Oliveira será mesmo rainha de bateria da Portela
  5. http://academiadosamba.com.br/memoriasamba/artigos/capitulos.htm
  6. http://academiadosamba.com.br/memoriasamba/desfiles/1935.htm
  7. http://oglobo.globo.com/carnaval2008/rio/mat/2008/02/06/portela_considerada_melhor_do_carnaval_pelos_leitores_do_globo_online-425489480.asp
  8. empatada com a Para o Ano Sai Melhor
  9. Os desfiles de 1943 a 1945 são conhecidos como "Carnavais de Guerra" pois todos os enredos eram determinados pela Liga de Defesa Nacional, mas não houve um enredo com este nome. Fonte:Escola de Samba Árvore que esqueceu a raiz/Candeia e Isnard. Rio de Janeiro, Lidador/SEEC/1978
  10. com o mesmo título do enredo de 1950, mas com um samba diferente
  11. Algumas fontes apontam como "Rio, cidade eterna"
  12. Empatada com a Beija-Flor e a Imperatriz
  13. Quando houver empates entre duas escolas numa mesma colocação, deve-se considerar a posição seguinte como vazia. Assim, por exemplo, se em determinado ano duas escolas forem campeãs, a que vier logo atrás deverá ser contabilizada como terceira colocada, e não segunda, ainda que o site da LIGA diga o contrário.
  14. De acordo com a nomenclatura dos grupos utilizadas atualmente pela Liga de Carnaval responsável, vide Anexo:Lista de escolas de samba do Brasil.
  15. Super-Campeonato, [1]
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